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Mostrando postagens de janeiro, 2013

Uma atualização idealista

Olá, eventuais leitores. Peço sinceras desculpas pelo estado no qual meu blog se encontra. Me sinto no compromisso de atualizá-lo periodicamente, visto que recebo elogios sinceros de alguns e, assim, percebo o quão bem meus textos podem fazer a alguns. Mas eu falho nesse compromisso.
Tenho escrito muito. Vários textículos nos mais variados assuntos. Infelizmente, todos espalhados pela internet. Nada que eu achei que tivesse suficientemente desenvolvido como texto ou amadurecido como ideia para que eu publicasse aqui. Mas tem esse bendito compromisso. Por isso, posto abaixo uma pergunta feita a mim no Ask.FM pelo meu primo Ramon Schmidt Rocha. Ele leu uma opinião minha em outra pergunta, e pediu mais informações sobre o porquê de eu ser a favor da abolição completa do dinheiro. Eis que respondo:

Ramon: "Eu não consigo ver um mundo sem a existência do "dinheiro", ele nos manipula, ele cria a ordem no nosso mundo, não acha? Sem o dinheiro pessoas não se controlariam, haveria guerras por conquista de espaço e coisas que não possuem dono. Dinheiro para mim tem outro nome: ordem. Concorda comigo?"

Eu: "Claro que a gente não consegue imaginar como é. A gente nasceu, cresceu, aprendeu tudo considerando o mundo girando em torno do dinheiro! E claro que as primeiras gerações pós extinção do dinheiro tentariam controlar tudo por si só, e haveria o caos por um tempo. Toda mudança radical causa o caos. Mas, depois, ordo ab caos: os grandes monopólios perderiam seu poder, afinal, eles têm dinheiro, e só. As pessoas acabariam por valorizar mais a região onde vivem, porque seriam muito mais influenciados pela qualidade dos seus produtos. As trocas iriam, certamente, tomar o lugar do dinheiro, após um certo tempo, e os empregados receberiam seus salários como uma porcentagem daquilo que é produzido, ou, para produções de pequena escala + de bens valiosos, receberiam seus salários a partir da troca direta dos produtos, feita pela empresa. Eventualmente, aqueles que nascessem e fossem criados já nessa base iriam achar um pouco incômodo ter de carregar suas coisas para lá e para cá de modo a fazer suas trocas, e aí haveria um ponto crucial de divergência: ou haveria o retrocesso para o dinheiro (e seria, de fato, encarado como retrocesso, afinal, seu abandono seria um grande marco na história), ou uma espécie de comunismo ideal tomaria lugar, aos poucos, e todos se ajudariam em pequenas comunidades, de modo que possam viver confortável e agradavelmente. Claro, isso tudo supondo-se que o dinheiro seja abolido em todo o mundo, de uma vez só. Senão, aconteceria tal qual aconteceu com os países comunistas: o capitalismo tomaria conta."



Sei que a ideia está mal-argumentada, e o texto está mal-formatado. Mas o que vale é a ideia, ainda que um tanto ideal. Eu sonho, também.