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Mostrando postagens de Novembro, 2012

Insuficiente

É, isso mesmo. Não passo disso. Não tenho, eu, a capacidade de fazer alguém feliz apesar dos pesares. Percebo isso nas suas ações. Os abraços não são mais calorosos e desejosos. Os beijos tornaram-se frios e impessoais. Percebo isso no seu humor. Sempre estressada, impaciente, carrancuda. E, por mais que eu tente, não reverto a situação.
E não vejo saída.
Estou me tornando a minha mãe. Estou perdendo a fé nas pessoas. Perdendo a fé nas coisas. Perdendo a fé no universo. Perdendo a fé em mim mesmo.
Sinto que mudanças drásticas hão de ocorrer, e muito em breve. E, para o meu desespero, não vejo nada nesse futuro que me alegre. Vejo a escuridão, e só. Espero que isso seja apenas cegueira.

Não espero que entendam; é um desabafo dirigido e, além disso, meio sem-pé-nem-cabeça.

E, sim, eu só atualizo essa bodega nos momentos de tristeza.

Comunicado de falecimento 2 + Do respeito que as religiões têm para com os outros

É, mais um amigo que se vai. Willian era um guri bom, um cara legal que, mesmo que tímido, dava jeito de alegrar a gurizada, sempre.
Agora não tá mais aí, vítima de uma leucemia que levou à pneumonia. O velório foi pesado, muito mais do que eu poderia imaginar que fosse. Eu tô um caco, preciso descansar direito. Daí o texto a seguir:


É impressionante como se vê os religiosos clamando a quem quiser ouvir que eles são constantemente "atacados" por ateus, que, incrédulos, "não respeitam as religiões". Sim, parte deles não respeita, mesmo, mas... respeito é uma via de mão dupla, então eu pergunto: onde está o respeito dos religiosos para com os ateus, ou mesmo para com quem não é um praticante fervoroso? Porque ouvir "tu vai queimar no fogo do inferno" não é lá uma coisa muito respeitosa...
Pior que isso: hoje é dia de finados. Dia em que não havia desenhos na TV aberta (grande incômodo da minha infância). Dia de vigília, de oração. Dia de silêncio. Mas, espera aí; Se hoje é dia de silêncio, por que raios eu fui acordado às 8:30 da manhã com um som estrondoso (por estrondoso, leia-se "passou a quatro quadras, morro abaixo, da janela, e eu já ia ligar pra portaria pra pedir pro vizinho de baixo reduzir o volume") com uma música cujas únicas palavras inteligíveis foram "Jesus Cristo nos incita, seja missionário"?
Entendo que a passagem da cruz da Jornada Mundial da Juventude por aqui é histórico, e deve, sim, ser bom estar junto dela, objeto que já percorreu tantos lugares e intermediou pedidos e agradecimentos tão fervorosos. Mas isso não justifica a falta de respeito para com os meus ouvidos e de outrem, bem como àqueles que fazem silêncio no dia dos mortos em respeito aos entes que se foram.
Quero, sim, poder dormir, porque só eu sei quanto da minha energia ficou lá no velório, em forma de conforto a quem precisa e de esforço pra, de muletas, estar por lá. Mas, agora que fiquei um tempo acordado com tamanho ruído, dificilmente voltarei a descansar.

Almox Boy, descansa tu, em paz, então, meu querido!

E, a todos, um feliz dia do Saci!