terça-feira, 25 de novembro de 2014

A compra mais cara

Desde muito cedo compramos ideias. Compramos sonhos. Compramos ideais.
Compramos nossos gostos, pagamos pra que nos digam o que é bom e o que não é.
Compramos o que nos diverte.
Compramos os nossos valores.
Compramos o nosso caráter.

A moeda de troca é uma só: liberdade.
Trocamos a liberdade de escolher o que quisermos para a nossa vida, para viver o que nos disseram que devemos, para viver o que nos disseram que é bom. Para viver o que nos disseram que queremos.
Deixamos de ser livres e de experimentar tudo, tudo o que realmente quisermos e pudermos, e deixamos de escolher o que nos agrada e faz bem.
Fazemos o que esperam de nós, porque trocamos nossa liberdade muito cedo, muito antes de termos sequer consciência de saber que o que nos dizem pode não ser o melhor para nós. Antes de termos o discernimento do que é nosso, e do que nos é implantado.

"Você devia fazer o que a sociedade espera de você", disse-me ela, tempos atrás.
Devia?
Por quê?
Acho que já faço o suficiente pela "sociedade", às vezes muito a contragosto. Mas, se exigir mais, sei que sou plenamente capaz de atender, ao mesmo tempo em que sei que não preciso atender, se não for a minha vontade.
Sei que o significado de crescimento diverge entre cada um, e sei que o meu significado não se parece com o da sociedade. "Ordem" é ser eu mesmo. "Progresso" é reconquistar a minha liberdade.

Sigo nessa busca e, cada vez mais, sou quem sou, e não quem aprendi a ser.
E seriam, essas, ideias que eu quereria te vender?

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