quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A injusta dor do burro clarividente

Dói, dói, dói! Mas dói porque fui burro! Eu, que sempre penso, que sempre prevejo, deixei que tudo chegasse a esse ponto. Deixei, no fim, que a raiva subisse à sua cabeça. Depois, a contiv. Inexplicável, um tanto quanto sem motivos. Mas, ainda, previsível e justificável. Paradoxal.
Por sorte, minha língua não foi arrancada. Tenho voz, tenho palavras. Tenho a capacidade de argumentar. Tenho o dom da cura. Tenho, também, meus defeitos úteis. Paranoia, afeição excessiva, teimosia. Nada disso me permite deixar estar. Tenho o poder de mudar, de resolver. So, why not?
E assim foi feito. Não ha permissão para que tudo fique mal. E não está.
Resta a espera pelo fim de semana, pelo colo, pelo abraço, e mais que tudo, pelo nosso beijo.

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