quarta-feira, 21 de março de 2012

Just a Clockwork Orange

Começamos apenas querendo viver nossas vidas, ao nosso modo, sem preocuparmo-nos com a vida dos outros e em como ela nos afeta. Fazemos coisas vis, mesquinhas. Coisas das quais certamente nos arrependeremos. Coisas das quais possivelmente receberemos punição.
Então, eis que é chegada a hora: tudo dá errado, e caímos em nós. Uma vez no fundo do poço, nos agarramos a qualquer meio que acalente uma ínfima esperança de redenção. Não queremos, ora, nossa liberade cerceada!
Oh! Estamos salvos!, pensamos. Ledo engano. Somos cruelmente punidos por todos aqueles a quem fizemos algum mal. O rancor, envelhecido em um invólucro de carne, gera as mais cruéis vinganças. Todos os vingadores, porém, julgam-se senhores do nosso destino, pois querem decidir o que deverá ser usado como punição, e quando será suficiente. São eles, despidos de fé, quem se esquecem de que a própria vida se encarrega disso, e que eles mesmos não têm o que ver com essa decisão do futuro.
Após sofrimento enormemente maior que o por nós causado, tornamo-nos mártires, e os mártires nada mais são que fantoches políticos.
Servis, sorrimos sempre. A troco de bosta.

Arrependem-se os que praticaram sua tão esperada vingança. São eles que alimentam a roda. São eles que fazem com que tudo permaneça igual. Ironicamente, também são eles os que mudam, e dão oportunidade de um novo ciclo de dor e sofrimento.

sábado, 17 de março de 2012

A procura da "pessoa certa"

Estão sossegados aqueles que já encontraram, mesmo que, no tempo futuro.
Os que procuram, nunca encontrarão realmente, porque estarão para sempre incertos, e valorizarão os defeitos daqueles que encontrarem, querendo qualidades em seu lugar.