quinta-feira, 11 de junho de 2015

Saudações

Acabo de chegar em casa.
Um dia atípico como o de hoje mereceu um final tão atípico quanto.
E o foi.

Anoiteceu.
Fui à praia. Pela primeira vez, pisei meus pés em areias cariocas.
Me exercitei. Treinei acrobacia. Percebi que perdi a força que tinha. Me alonguei. Percebi que voltei a estar curto.
Comi um xis no Quiosque do Gaúcho. Quase gaúcho, o xis. Mesmo assim, aceitável.
A trilha sonora da refeição foi Barão Vermelho. Preciso reafirmar:
"Saudações a quem tem coragem,
Aos que estão aqui pra qualquer viagem!
Não fique esperando a vida passar tão rápido!
A felicidade é um estado imaginário!"
E, para ser mais agradável, a vista da refeição foi o panorama da Baía de Guanabara. As luzes acesas, piscantes. Os picos desde Niterói ao fim do Rio de Janeiro. O Cristo Redentor (ou "Crishto", como chamam por aqui).
Vi uma estrela cadente.
Sei bem o meu desejo.



Com o perdão do sumiço, sinto que me entreguei.
Não consigo manter um diário, ou relatos em geral, porque a percepção da rotina me afoga.
Preferi viver essa rotina. Sem pensar muito no que deixo para trás, para não sofrer.
Sim, apenas finjo que nada está acontecendo, e, como que por mágica, nada acontece. O sofrimento fica de lado, só reaparecendo quando visito o meu Sul e torno à vida medíocre daqui.
Por sorte, tenho alguns bons amigos.
Por sorte, tenho o Minerva Baja pra me salvar.
(Pra quem desconhece, pesquise no Facebook e no Instagram, dê seus likes, e me deixe grato)
E, agora, por sorte, encontrei um meio de (quem diria?) estudar. Tem consumido muito tempo.

Mas não pense que os abandono. Não, isso nunca!
Apenas parei de correr atrás. Pus fim à frustração.
Espero que estejam mais felizes que eu.

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