domingo, 1 de fevereiro de 2015

Soneto Livre dos Pássaros (Também Livres)

Pássaro branco
paira no ar,
plana no alto,
tão belo, altivo,
sempre a voar.

Pássaro negro,
nunca a cantar,
negras as asas,
ouve das folhas
seu farfalhar.

Quão fácil de amar,
Oh, pássaro branco,
Vós que sois tão alegre?

Mas quem vê a real beleza,
ante amarga tristeza,
do negro pássaro a crocitar?

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