sábado, 20 de setembro de 2014

Pois que se curve o espaço!

Há um tempinho, conheci uma garota.
Já havia ouvido falar; todos comentavam sua beleza, sua elegância.
Ninguém, entretanto, falava com a propriedade de quem a conhece.

Me apresentei.
Não é costumeiro, mas me apresentei.
Timidamente, embora parecesse o mais confiante ser que respirava naquele momento.
E foi assim, tímidamente, que conversamos.
E foi homeopaticamente que seguimos nos conhecendo.
A cada dia, a cada conversa, um novo mistério, uma nova surpresa que se revela.
Sempre bom, sempre fascinante.

Os dias desde que a conheci nunca têm sido tediosos.
Posso rasgá-la de elogios, e tudo o que ela vai fazer é rir, da situação, da minha cara, e emendar um outro assunto.
Posso xingá-la, e ela vai rir igualmente.
Posso perguntar o que for, já sabendo que a resposta vai ser misteriosa.
Ela nunca se revela por inteiro.
Esse é, na verdade, apenas um de seus vários encantos.
E ela é tão encantadora!

Gostaria que mais gente a visse dessa forma, eu acho.
Sempre há aquele ciúme bobo, aquele "eu a descobri, saiam de perto, meros mortais".
Mesmo assim, gosto quando mais alguém percebe suas qualidades fluírem nas mais variadas formas.

Enfim, estou tão próximo, trouxe ela pro meu mundo;
E ela é um universo.

Será que cabe?

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