sábado, 13 de setembro de 2014

Dos vampiros dolorosos

Sobre o vídeo de decapitação a facadas que fizeram questão de que eu visse, hoje: qual a necessidade?
Não foi a violência e brutalidade que me chocaram, tampouco a naturalidade com que os executores o fizeram, mas duas coisas muito me incomodaram: 1) por que, depois de tantos anos de evolução, de socialização, de pacificação, ainda há áreas em que o comum é a vida na ponta da faca, na brutalidade extrema, fazendo da violência o quotidiano? e 2) por que, diabos, é grande a parcela da população que não vive a violência, mas que dedica seu tempo a procura-la, seja virtualmente, em jogos e filmes, seja buscando imagens de acidentes e brutalidades, seja dando aquela reduzida na velocidade do carro para tentar ver a causa de um engarrafamento.
(Não, moralista aqui não tem vez, só lamento)
As pessoas vivem viciadas nessa vibe de tristeza, de violência, de desgraça. É ocorrer a tragédia, já se aglomera a multidão querendo "se alimentar" de toda a dor que puder observar.

Será tão difícil se desviciar dessa coisa ruim, toda? Lembro que não foi, há anos, para mim. Mas cada um tem seus vícios e virtudes.
Só espero mais amor, por favor.

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