terça-feira, 9 de abril de 2013

Das promessas (ou "Eu queria ser uma formiguinha")

Eu queria ser uma formiguinha. É, uma formiga, daquelas que todos conhecem. É simples; é bom. Todo o organismo dela se desenvolveu de tal forma que tudo o que elas anseiam, tudo de que têm vontade, é ajudar o formigueiro. E passam a vida trabalhando, felizes porque só o que fazem é ajudar o formigueiro. Não amam, não transam, não se responsabilizam, não discutem, não prometem.
Não prometem. É, isso é algo excelente. Cada vez mais eu tenho percebido como promessas são vazias e inúteis. Literalmente, o que foi conversado ontem, hoje já não vale mais. E com isso, sofro. Sofro porque tenho palavra. Mantenho as minhas promessas, apesar das circunstâncias. E o faço com tanta naturalidade que ingenuamente acredito que os outros também são assim. Quando me prometem algo, ajo como se fosse certo e garantido que aquilo vai acontecer. Às vezes, tomo como se já tivesse acontecido. E, assim, me decepciono.
E, assim, eu morro aos poucos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

As "vadias faveladas"

Prescriptum: Não tomem como ofensivo ou pejorativo qualquer termo aqui empregado. "Vadias" são, para mim, pessoas admiráveis, pois não escondem a vontade que têm.

Estava eu em um belo banho quente após, gripado, correr na chuva, quando me ocorre o pensamento de que a grande maioria das pessoas da classe média ou alta são, por si só, reprimidas. De pequenas, já plantaram em suas cabeças que devem "zelar pela sua imagem", e que "ficar com/dar para várias pessoas é algo ruim". E, então, surgem as garotas de classe baixa. Aquelas que não têm medo de dizer "eu te quero na minha cama", ou algo "pior". Essas não foram ensinadas reprimirem seus desejos. Pelo contrário, foram incentivadas a sempre aproveitar qualquer oportunidade de se alegrarem, porque a vida não é fácil. E, então, são taxadas de putas, de vadias, de vagabundas, ou o que mais for. Acontece que puta cobra, vadia e vagabunda não faz nada da vida (nem correr atrás de homem), e tudo o mais não importa. Essas são as mais felizes representantes do sexo feminino, porque têm a vontade e não escondem-na. Não reprimem-na. E, daí por diante, vivem mais verdadeiramente, e de maneira mais satisfatória. Enquanto isso, há gente do mais alto garbo cheia de vontade carnal, fazendo tudo "por debaixo dos panos, para manter a imagem", e que, quando é descoberta, acaba por cair em desgraça. Portanto, aproveite para satisfazer seus desejos, porque a vida não dá constantemente oportunidades de se alegrar. Seja sincero, com outros e consigo mesmo, sobre aquilo que quer. E go get'em!

P.S. 1: Claro que há implicações com o quesito fidelidade. Falava eu, pois, da vida de solteiro/a.

P.S. 2: Se me perguntassem se o mesmo ocorre com o sexo masculino, diria que sim, a parte psicológica é igual, mas a prática é diferente, afinal, homem que gosta de sexo não é taxado negativamente.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma triste decisão

Tenho um problema sério, agora. Fui bonzinho a vida inteira, e agora as coisas já não vão mais tão bem; já não há mais condições de ser aquele cara querido sempre, constantemente preocupado com o bem estar de todos. Começo a surtar, ou "desligo minha humanidade"? Uma escolha difícil. Se surto, perco muito. Todavia, o mesmo ocorre se deixar de me importar. Se eu surto, me machuco por perder ela. No outro caso, me machuco por perder os outros. Se eu surto, todos se assustam com a depressão psicótica. Se eu não mais me importo, todos tomam as eventuais farpas como uma raiva contra si, como se fosse pessoal a menor das pedras que eu lançasse. De ambas as maneiras, dificilmente eu atravesso a situação sem perdê-la de fato. Por isso, desejem-me força. Desejem-me sorte.



P.S.: Meu blog tem estado muito depressivo. Meus textos, desinteressantes. Meus mais sinceros pedidos de desculpas aos meus tão queridos leitores.

P.S. 2: Se algum dos leitores tiver algo a dizer, qualquer ajuda a prestar, qualquer comentário que seja, que venha! Mas o faça em particular, por favor.