quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Do tempo



Contou-nos o mestre que o tempo não existe; é mera invenção humana, devaneio de uma mente desesperada por um meio de registrar as mudanças.
Oras, mas, se o tempo não existe, nada muda de verdade, senão nossas percepções!
Ontem felicitei-me por completar três meses de namoro. Houve tempos em que disse “passou tão rápido”, mas também houve quando eu dissesse “parece que faz tanto tempo”! E essa percepção mudou à medida que me ocupava muito mais com viver cada instante que passava e muito menos com registrar o tempo.
Percebi, então, que inventei a mudança. Não inventei fato algum, mas, se o tempo não existe, não há diferença entre o antes e o agora. As coisas apenas eram e agora são.
E isso, invariavelmente, me leva a refletir sobre cada instante que vivi até aqui. Cada aprendizado e cada vivência na Liberato. Porque, disse-nos outra mestra, nosso tempo aqui agora é curto. E a cada dia finda mais. Percebo o tempo urgindo, mas, ele não existe; é mero devaneio de minha mente, desesperada por saber que muito em breve tudo para o que venho me preparando nesses últimos cinco anos há de se tornar a minha realidade, e eu deixo no tempo passado o momento de preparação aqui vivido.
Mas engana-se quem pensa que é o fim. Se invento o tempo e invento, também, a mudança, atrevo-me a dizer que as mudanças que nós, dessa turma que se vai, deixamos na Liberato não hão de se apagar. Cada momento, cada riso, cada dificuldade e cada aprendizado, continuarão a existir no tempo passado da Fundação; Tempo, esse, inventado em conjunto por todos nós. E, vivendo no tempo inventado por nós, concluo, com toda a certeza que me cabe, que essas mudanças, esses momentos, carregaremos conosco, até o fim de nossos dias, gratos por termo-los vivido.
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Texto feito a pedido do orientador educacional do Curso Técnico de Eletrônica da Fundação Liberato, para a ocasião do último conselho de classe participativo da nossa história na escola. Vale a reflexão.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Nota de pesar por um romance desfalecido

Eu sei que um dia a saudade vai bater
E em torno do meu peito, como uma garra, apertar
Mas nós dois nos dissemos adeus
Não posso mais te chamar.

De tudo o que ficou,
Memórias, lembranças,
Nada hei de esquecer e, quem sabe, um dia
Algumas de nossas histórias contarei para as minhas crianças.

Quero que vá em paz
Que se veja livre, tranquila, desimpedida
Que a sorte trilhe contigo o teu caminho
E que sejas feliz na estrada da vida.

Muito obrigado, de coração.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Gessingeando

Eu não fumo. Pedi um cigarro. Fui atendido. Me arrependi amargamente.
Eu, que não amo você. Ao menos não a atual você. Você se perdeu, eu diria. Mas, eu, que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês. Cresci, mas também envelheci.
Eu, que não bebia tanto, agora me alcoolizo para, entorpecido, ter momentos de alívio. Peço um conhaque, pra espantar o frio, que já entrava pela janela que você havia deixado aberta, e que, agora, entra em rajadas pela porta em que você passou ao sair. Mas um conhaque não é suficiente. Peço outro. E procuro calor em outros corpos. Não o seu, mas você também já não me dava mais calor. Estava tudo tão frio, mesmo antes de você ir.
Agora o frio existe. Mas também existe o calor de quem se importa. Quem sabe, paixonites. Amizades. Álcool. Família. Tudo esquenta.
Não quero sua hostilidade. Quero tampouco sua indiferença. Mas, entre as duas, escolho a primeira. Continua assim. Vai, caminha por ti mesma, e em alguma esquina mais à frente, quem sabe, nos encontramos. Até lá, alegria, cuidado e desafios.

Farewell

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Do cansaço emocional

Estou numa montanha russa. Subo e desço vertiginosamente em intervalos pequenos demais. Isso é estressante demais pra alguém que já estava cansado de ser forte.
Me cansa ver que não há muito o que fazer: somos apenas formiguinhas vivas ou engrenagens mortas. As poucas formiguinhas eventualmente acabam prensadas entre duas engrenagens, e lá se foi um pouco de vida do mundo. É tudo tão superficial, tão alienado, que me revolta. Revolta, sim, e não adianta dizer que eu sou mais um punk. Não sou, e tô muito longe disso. Sou factual e realista, e, ah!, isso eu sou, pra caralho!
Pensei sobre as formiguinhas no ônibus (sim, Laís, todos temos nossas histórias do grande carro!), enquanto conversava com uma amiga. Conheço-a desde seu ingresso na Liberato, e era uma das pessoas mais vivas, mais dinâmicas, cheia de ideias e maneiras de fazer com que tudo fosse melhor. Não se entregava ao comodismo, muito menos à preguiça. Hoje, tá lá, achatada pelas pancadas e desilusões da vida. Gradualmente se tornando mais uma engrenagem nesse sistema-sem-fim.
Claro que tenho muitas coisas excelentes na minha vida! A escola e o mundo inteiro que ela representa. Minha história. Minha família, toda. A Vick, a Carol, as Marias, a Ana, a Duda, os Diogos, o Tomate, o Stumpf, o Corrêa, o Renato, só pra lembrar alguns. Os meus tão amados livros, que, por questões de tempo, me deixam tanta saudade... Mas há a maldita contrapartida. Pressão, saudade, falta, vício, cobrança. Tudo o que tanto me sufoca agora (e eu não acho que meu atual problema na garganta não seja causado por um dos problemas citados). E, pra melhorar, houve hoje um cara que escolheu a hora errada pra "queimar" o cara errado, e sem motivo. Não que eu vá tomar medidas drásticas, mas, porra, é foda não me afetar.
Enfim, nem eu sei, mais. Escrevi um texto desconexo, mas com alguns pontos que eu precisava ressaltar. Se leu até aqui, obrigado, de fé!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Só esperem o inesperado!

De mim, pelo menos, é o que se pode esperar.
Não sei mais tudo o que quero, nem tampouco tudo o que não quero. Também não sei se gosto de estar no meio-termo. Tenho, agora, somente um plano. E sem plano B. Se não der, vai no improviso.
Estou embasbacado com a capacidade que demonstrei de deixar, a maior parte do tempo, de lado o que me faz mal; ódio, angústia, dúvida, dor, raiva; nada disso faz parte de mim, agora. Minhas melhores companhias são a gratidão, a amizade, a honestidade e o amor livre.
Como dizia aquela música, "vou espalhar meu amor por aí!". E engana-se quem pensa no Eros. Tô é esbanjando alegria pra todos os que não estão felizes.
Porque de triste já basta eu.

domingo, 5 de maio de 2013

Sobre o amor maduro

Choro. Assistindo ao belísismo trabalho "Hysterical Literature", de Clayton Cubitt, sinto saudade de ser o causador dessas caras e bocas. Sinto saudade de satisfazê-la. E, assim, choro.
Percebo que as participantes do projeto são, todas, mulheres. São pessoas mentalmente adultas, que se divertem sem culpa enquanto realizam o trabalho. É belo, e ninguém criminaliza o prazer sentido. Inevitável comparar com a realidade, em que sinto saudade de satisfazer uma adolescente que ainda possui muito a crescer.
Essa necessidade de crescimento é monstruosamente perceptível ao perceber o quão tabu é a questão do desejo, e mesmo do sexo em si. Ao invés de ser belo, de ser entrega, de ser gostoso, é visto como algo sujo. E, por isso, não acontece; Há tempos, não do jeito leve, prazeroso, mútuo.
Então, me pego desejando que estivéssemos, os dois, crescidos. Verdadeiramente adultos, não procuraríamos desculpinhas para não sermos felizes. Adulto é quem inverte esse pensamento, valorizar os motivos pra ser feliz, ao invés de enaltecer os problemas do caminho. Estes, sempre existirão, mas, uma vez adultos, estaríamos juntos a enfrentá-los, de cabeça erguida.
Mas, às vezes, também quero que sejamos adolescentes para sempre. Que tenhamos essa ilusão de que, não importa o quanto errássemos, sempre teríamos o tempo para refazer o que não deu certo. Mas a juventude é traiçoeira em suas ilusões de inconsequência, e, às vezes, ficam as sequelas na fase adulta.
Mas, se o amor é a entrega, a união e a felicidade mútua e recíproca, posso certamente afirmar que o amor é maturidade. Ama quem é maduro, e pratica o amor aquele que sabe que as dificuldades vão existir independentemente de se estar amando, em casal, ou não e, por isso, resolve enfrentá-las por algo bom e com ajuda, ao invés de encarar sozinho e sem um bom objetivo cada um dos problemas que a vida nos traz.
Portanto, só peço que cresçamos e aprendamos a deixar de lado o que não importa tanto quanto a nossa felicidade. Vamos ser felizes juntos! Vamos esquecer esses problemas que, como escudos, não nos permitem o contato! Simplesmente vamos, e as dificuldades a gente enfrenta, sejam o que forem (tal como prometi no início, há três anos).
Com amor.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Das promessas (ou "Eu queria ser uma formiguinha")

Eu queria ser uma formiguinha. É, uma formiga, daquelas que todos conhecem. É simples; é bom. Todo o organismo dela se desenvolveu de tal forma que tudo o que elas anseiam, tudo de que têm vontade, é ajudar o formigueiro. E passam a vida trabalhando, felizes porque só o que fazem é ajudar o formigueiro. Não amam, não transam, não se responsabilizam, não discutem, não prometem.
Não prometem. É, isso é algo excelente. Cada vez mais eu tenho percebido como promessas são vazias e inúteis. Literalmente, o que foi conversado ontem, hoje já não vale mais. E com isso, sofro. Sofro porque tenho palavra. Mantenho as minhas promessas, apesar das circunstâncias. E o faço com tanta naturalidade que ingenuamente acredito que os outros também são assim. Quando me prometem algo, ajo como se fosse certo e garantido que aquilo vai acontecer. Às vezes, tomo como se já tivesse acontecido. E, assim, me decepciono.
E, assim, eu morro aos poucos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

As "vadias faveladas"

Prescriptum: Não tomem como ofensivo ou pejorativo qualquer termo aqui empregado. "Vadias" são, para mim, pessoas admiráveis, pois não escondem a vontade que têm.

Estava eu em um belo banho quente após, gripado, correr na chuva, quando me ocorre o pensamento de que a grande maioria das pessoas da classe média ou alta são, por si só, reprimidas. De pequenas, já plantaram em suas cabeças que devem "zelar pela sua imagem", e que "ficar com/dar para várias pessoas é algo ruim". E, então, surgem as garotas de classe baixa. Aquelas que não têm medo de dizer "eu te quero na minha cama", ou algo "pior". Essas não foram ensinadas reprimirem seus desejos. Pelo contrário, foram incentivadas a sempre aproveitar qualquer oportunidade de se alegrarem, porque a vida não é fácil. E, então, são taxadas de putas, de vadias, de vagabundas, ou o que mais for. Acontece que puta cobra, vadia e vagabunda não faz nada da vida (nem correr atrás de homem), e tudo o mais não importa. Essas são as mais felizes representantes do sexo feminino, porque têm a vontade e não escondem-na. Não reprimem-na. E, daí por diante, vivem mais verdadeiramente, e de maneira mais satisfatória. Enquanto isso, há gente do mais alto garbo cheia de vontade carnal, fazendo tudo "por debaixo dos panos, para manter a imagem", e que, quando é descoberta, acaba por cair em desgraça. Portanto, aproveite para satisfazer seus desejos, porque a vida não dá constantemente oportunidades de se alegrar. Seja sincero, com outros e consigo mesmo, sobre aquilo que quer. E go get'em!

P.S. 1: Claro que há implicações com o quesito fidelidade. Falava eu, pois, da vida de solteiro/a.

P.S. 2: Se me perguntassem se o mesmo ocorre com o sexo masculino, diria que sim, a parte psicológica é igual, mas a prática é diferente, afinal, homem que gosta de sexo não é taxado negativamente.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma triste decisão

Tenho um problema sério, agora. Fui bonzinho a vida inteira, e agora as coisas já não vão mais tão bem; já não há mais condições de ser aquele cara querido sempre, constantemente preocupado com o bem estar de todos. Começo a surtar, ou "desligo minha humanidade"? Uma escolha difícil. Se surto, perco muito. Todavia, o mesmo ocorre se deixar de me importar. Se eu surto, me machuco por perder ela. No outro caso, me machuco por perder os outros. Se eu surto, todos se assustam com a depressão psicótica. Se eu não mais me importo, todos tomam as eventuais farpas como uma raiva contra si, como se fosse pessoal a menor das pedras que eu lançasse. De ambas as maneiras, dificilmente eu atravesso a situação sem perdê-la de fato. Por isso, desejem-me força. Desejem-me sorte.



P.S.: Meu blog tem estado muito depressivo. Meus textos, desinteressantes. Meus mais sinceros pedidos de desculpas aos meus tão queridos leitores.

P.S. 2: Se algum dos leitores tiver algo a dizer, qualquer ajuda a prestar, qualquer comentário que seja, que venha! Mas o faça em particular, por favor.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Reflexão de um banho rápido

Se o pecado mora ao lado e a grama do vizinho é sempre mais verde, pecar é, assim, tão estimulante?

terça-feira, 19 de março de 2013

Lógica comportamental

Penso com uma lógica digna de psicopata. Me comporto emocionalmente. Quem poderia entender?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Li a pergunta "Quanto machuca se decepcionar mais de uma vez com a mesma pessoa?"

Respondi: "não há quantidade certa, mas é inversamente proporcional à capacidade que temos de ficar longe dessa pessoa. A dor não vem necessariamente da decepção, mas sim da dúvida 'e agora, o que será?'"...
E é bem isso. O passado não nos assusta. A mágoa pode ainda estar lá, mas o que realmente machuca é a perspectiva do futuro. Um futuro desconhecido em que a probabilidade maior é estar sem a pessoa que tanto te fez bem, mas que, à segunda decepção, perdeu seu encanto.
A verdade é que somos excepcionalmente apegados. Esquecemo-nos de que há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Se você está aí, lendo esse texto, o mais provável é que já tenha cruzado o caminho de mais de meio milhão de pessoas. E, em matéria de probabilidades, meio milhão de pessoas abre uma boa margem para conhecer quem valha a pena. Não apenas uma ou duas pessoas, mas várias! Muitas, e mais ainda! Mas o apego, infelizmente, fala mais alto.
Outro agravante é o tão presente orgulho. Pode ser que a pessoa te decepcione quantas vezes forem e, ainda assim, não perca seu encanto. Mas, por orgulho (pode chamar de amor próprio, que é a mesma coisa), toma-se distância. Dá-se tempo e espaço. A poeira baixa. Mas reencontros sempre são ventosos (já repararam nisso? Os meus, pelo menos, sempre são!), e o vento pode muito bem levantar novamente a poeira que, tão penosamente, baixou. Aí é que a dor é muita. E, enquanto as expectativas existirem, a dor vai continuar existindo e, de decepção em decepção, aumentando.

O que fazer? Não ser um pessimista fodido tal qual eu! Nem, tampouco, um otimista. Ainda não ser um probabilista, porque nem os números são, de fato, confiáveis. Todos esses estados de espírito geram expectativas, que inevitavelmente geram decepções. Apenas viva, deixe as relações acontecerem por si, sem forçar. Não manipule e não se deixe manipular. Não minta e não se deixe ser passado para trás. Isso não te blinda contra a maldita da decepção, mas garanto por experiência (da época em que eu era mais disciplinado e colocava isso tudo em prática) que muito menores e menos numerosas serão as tristezas. Resta saber uma coisa: se me seguir, eu vou te decepcionar?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Só pra expressar a minha indignação cada vez maior

Não preciso nem comentar nada. Só sei que isso atrasou os meus estudos, algo imperdoável! Eu precisava de 500 para receber o diploma do Ensino Médio e começar o Curso Técnico de Informática para Internet. Eis o que segue:

Prezado participante,
Apresentamos o seu desempenho na prova de Redação do Enem 2012.
Nosso objetivo é fornecer subsídios pedagógicos quanto à sua atuação em cada uma das competências.
Sua pontuação em cada competência pode variar de 0 a 200 pontos.

COMPETÊNCIA 1 Demonstrar domínio da norma da língua escrita.
Sua nota nessa competência foi: 80.0
Você atingiu 40% da Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da norma padrão, apresentando grande quantidade de desvios gramaticais e de convenções da escrita graves ou gravíssimos, além da presença de marcas de oralidade. Assim, há certos desvios graves que ocorrem em várias partes do texto, revelando que muitos aspectos importantes da norma padrão ainda não foram incorporados aos seus hábitos linguísticos. O participante que realizar muitos desvios graves, mas que apresentar estruturas sintáticas com certa organização, receberá essa pontuação.


COMPETÊNCIA 2 Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Sua nota nessa competência foi: 100.0
Você atingiu 50% da Competência 2, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve de forma adequada o tema. Desenvolve uma argumentação previsível e apresenta domínio adequado do tipo textual dissertativo-argumentativo, embora se detenha mais no caráter dissertativo do que nos aspectos da estruturação argumentativa. Desenvolve ideias com pouco avanço em relação ao senso comum.


COMPETÊNCIA 3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Sua nota nessa competência foi: 100.0
Você atingiu 50% da Competência 3, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto, porém os organiza e os relaciona de forma pouco consistente, em defesa de seu ponto de vista. As informações são aleatórias e desconectadas entre si, embora relacionadas ao tema. O texto revela pouca articulação entre os argumentos.


COMPETÊNCIA 4 Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Sua nota nessa competência foi: 80.0
Você atingiu 40% da Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto, porém com muitas inadequações na utilização dos recursos coesivos. Esta pontuação será atribuída ao participante que demonstrar pouco domínio dos recursos coesivos.


COMPETÊNCIA 5 Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Sua nota nessa competência foi: 40.0
Você atingiu 20% da Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora proposta de intervenção tangencial ao tema ou subentendida no desenvolvimento da argumentação.

Nota Final Situação: Presente
Sua nota final foi: 400.0

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A diferença entre o adulto e o adolescente

Ambos são livres. Ambos fazem o que querem fazer. O adulto, entretanto, já aprendeu que não há nada que não traga suas consequências. É por esse motivo que a adolescência é uma fase: as consequências vêm, independentemente do que é feito, e, já que água mole em pedra dura tanto bate até que fura, chega o tempo em que o adolescente aprende, e, com isso, cresce, tornando-se um adulto.
Porque ser adulto não é ter novas responsabilidades, trabalhar, etc. etc. etc. Ser adulto é agir com consciência de que o que se faz é benéfico, é medir as consequências pra que a felicidade e a vivência venham sem grandes prejuízos para si e para os outros.

E ainda tem gente que torna-se um adulto e depois resolve esquecer-se e voltar à adolescência... Vai entender?!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Um mau presságio

Eu não sei o que fazer. Eu tô carente, triste, meio decepcionado, até... Eu tô completamente desnorteado. Tô sozinho, apesar de tantos que me cercam e fazem bem. Sozinho porque não tô com ela.
Toda vez que acontece algo assim, é a mesma novela. Mas dessa vez é diferente. É muito mais intenso. Eu me sintonizei nela, e ela, em outras coisas. Eu me sinto abandonado, e, nessas horas, eu que sou o chato, o grudento.
Eu não sei o que fazer. Não tô conseguindo nem ao menos parar e assistir Across the Universe, o que sempre põe minha cabeça no lugar. Não me concentro em nada. Não consigo digerir. Tenho pensamentos suicidas. Tenho medo, muito medo. Eu tô cagado, aterrorizado. Só quero que essa porra toda passe logo.
E, aconteça o que acontecer, quero que ela saiba que eu a amo. Sempre, e pra sempre.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Uma atualização idealista

Olá, eventuais leitores. Peço sinceras desculpas pelo estado no qual meu blog se encontra. Me sinto no compromisso de atualizá-lo periodicamente, visto que recebo elogios sinceros de alguns e, assim, percebo o quão bem meus textos podem fazer a alguns. Mas eu falho nesse compromisso.
Tenho escrito muito. Vários textículos nos mais variados assuntos. Infelizmente, todos espalhados pela internet. Nada que eu achei que tivesse suficientemente desenvolvido como texto ou amadurecido como ideia para que eu publicasse aqui. Mas tem esse bendito compromisso. Por isso, posto abaixo uma pergunta feita a mim no Ask.FM pelo meu primo Ramon Schmidt Rocha. Ele leu uma opinião minha em outra pergunta, e pediu mais informações sobre o porquê de eu ser a favor da abolição completa do dinheiro. Eis que respondo:

Ramon: "Eu não consigo ver um mundo sem a existência do "dinheiro", ele nos manipula, ele cria a ordem no nosso mundo, não acha? Sem o dinheiro pessoas não se controlariam, haveria guerras por conquista de espaço e coisas que não possuem dono. Dinheiro para mim tem outro nome: ordem. Concorda comigo?"

Eu: "Claro que a gente não consegue imaginar como é. A gente nasceu, cresceu, aprendeu tudo considerando o mundo girando em torno do dinheiro! E claro que as primeiras gerações pós extinção do dinheiro tentariam controlar tudo por si só, e haveria o caos por um tempo. Toda mudança radical causa o caos. Mas, depois, ordo ab caos: os grandes monopólios perderiam seu poder, afinal, eles têm dinheiro, e só. As pessoas acabariam por valorizar mais a região onde vivem, porque seriam muito mais influenciados pela qualidade dos seus produtos. As trocas iriam, certamente, tomar o lugar do dinheiro, após um certo tempo, e os empregados receberiam seus salários como uma porcentagem daquilo que é produzido, ou, para produções de pequena escala + de bens valiosos, receberiam seus salários a partir da troca direta dos produtos, feita pela empresa. Eventualmente, aqueles que nascessem e fossem criados já nessa base iriam achar um pouco incômodo ter de carregar suas coisas para lá e para cá de modo a fazer suas trocas, e aí haveria um ponto crucial de divergência: ou haveria o retrocesso para o dinheiro (e seria, de fato, encarado como retrocesso, afinal, seu abandono seria um grande marco na história), ou uma espécie de comunismo ideal tomaria lugar, aos poucos, e todos se ajudariam em pequenas comunidades, de modo que possam viver confortável e agradavelmente. Claro, isso tudo supondo-se que o dinheiro seja abolido em todo o mundo, de uma vez só. Senão, aconteceria tal qual aconteceu com os países comunistas: o capitalismo tomaria conta."



Sei que a ideia está mal-argumentada, e o texto está mal-formatado. Mas o que vale é a ideia, ainda que um tanto ideal. Eu sonho, também.