sábado, 13 de outubro de 2012

Como um apertão no saco

É, bem isso! Toda a pressão sufocante, vinda de todos os lados, que me impossibilita de correr, de fugir, de gritar!
Toda essa falta de limites! Pessoas não sabendo onde termina a brincadeira, pessoas não sabendo onde o assunto se esgota, pessoas insistindo que acreditemos nas mentiras que contam para si mesmas, pessoas cobrando muito mais do que estão dispostas a ajudar a fazer, pessoas esquecendo que nosso tempo é finito!
E assim as coisas quebram. E assim a diversão acaba, e só o que me resta é a sujeira para limpar, os cacos para reunir.
E a distância... Ah!, essa distância! Tão perto que sinto seu cheiro, mas tão longe que é como se um muro de pedras estivesse entre nós.
Meu maior medo? Ah, a despedida. Olhar pra trás e ver que foi bom, mas que houve tamanho desperdício de tempo entre as partes boas. E é assim que, pouco a pouco, vou morrendo.
De dentro pra fora.

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