quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Para alguém um tanto quanto especial

Oras, o que somos nós, senão um apanhado de informações inúteis remodeladas cuidadosamente para que não pareçam, assim, tão insignificantes?
E, ao mesmo tempo, temos toda a importância do mundo; não porque assim pensamos, mas sim porque somos nós quem fazemos as coisas tomarem seus rumos, ou desviarem dos mesmos.
Lembra que absolutamente todos vivemos os nossos mundos de mentira, imaginados, meras cópias irreais de um mundo real, e que, nem por isso, deixa de ser uma experiência extasiante.
Porque é isso que é a vida: uma experiência, feita de milhões de experiências menores. Erros existem, acontecem, mas, estamos aí para usar de todos os métodos disponíveis, e "tentativa e erro" é apenas um deles.
Siga, siga em frente! Girl, put your records on!
Não se deixe desanimar por si mesma! E, ainda menos, pelos outros! Deixar-se desanimar é uma escolha. Se crê que fizeste tantas escolhas erradas, não faça mais uma.
Porque, ao fim de tudo, o erro é o acerto, e o acerto é o erro, mas isso não importa, porque estaremos pensando no que realmente valeu, e no que realmente vale.
Viva. Apenas viva.

domingo, 20 de novembro de 2011

Boa noite

Me impressiona a capacidade de modelagem que as pessoas exercem sobre si mesmas quando se trata de um interesse que envolva tabu...
Também me impressiona o quanto posso ser meu melhor amigo e, na maior parte do tempo, meu pior inimigo.

Planos.
Planos que foram parcialmente executados rondam minha cabeça. Assolam-na.
Assim, eu mesmo me saboto, como aprendi na infância, sendo forte o suficiente para aguentar às ameaças de todos, mas sendo completamente impotente contra eu mesmo.

Números.
Sim, números também me importunam. E o que interessam eles, nesse caso?
Absolutamente nada!
Isso é apenas eu, me sabotando outra vez.

E de novo, e de novo, e de novo... Tudo me leva de volta ao berço. O leite que bebemos do peito contém sabedoria. Uma sabedoria que nem sempre deve ser aplicada. No meu caso, uma sabedoria que nunca deve ser aplicada.

Planos.
Planos de diversão. Diversão inconsequente. Ainda assim, diversão que pode não divertir. Nem um pouco.

E é assim que segue a minha noite.
Álcool. Decepção(?). Hipocrisia(?).
Apenas mais uma, de muitas noites.

Passar bem.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os confusos pensamentos de um piá borrado de medo

A vida é uma constante variação.
Aqueles que muito me importunavam já se foram de minha vida; ou então, abrandaram. Há, ainda, os que tornaram-se amigos.
Tenho medo de que o mesmo ocorra com aqueles que fazem a minha alegria, tecendo, tal qual moiras, da minha vida um alegre arabesco.

Já não tenho mais motivos pra continuar procurando.
Tenho medo de perder aqueles que me fazem bem porque acomodei-me, uma vez descrente da existência de muitas mais pessoas que possam alegrar-me sinceramente.
Peço perdão aos meus superiores, mas minha fé não é inabalável. Gostaria que fosse, mas as coisas parecem fechar-se sobre mim, as pessoas parecem me presisonar.
É tudo real.
É tudo na minha cabeça.
Uma cabeça confusa de um piá pensante.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sois!

Se não tendes consciência da plenitude do EU SOU, por favor, recolha-se à sua insignificância.
Não tentes mudar o mundo sem estar consciente de que és o mundo; Isso só traria decepção, uma vez que teus resultados seriam infrutíferos.
Porém, quando lembrardes de que és o mundo, és todo o universo, então terás o poder de mudar a realidade de maneiras inimagináveis. Melhorarás a vida como um todo, porque não ousarias fazer mal a ti mesmo, e enxergarias a ti em cada partícula da Criação.
E tenho dito...

sábado, 11 de junho de 2011

Um hiato de indeterminação

Sim, um hiato. Uma pausa.
Cansei de ser a vítima, e isso me fez pensar um pouco. Pensei sobre as opções.
Ser mártir? Não, definitivamente cansei de sofrer tanto!
Afora isso, tenho algumas outras opções... Se eu não sou a caça, posso ser o caçador. Também está longe de ser a minha opção, justo por saber perfeitamente como é estar na posição da caça. Não quero fazer com que outros passem por aquilo que passo.
Também posso parar de viver, mas minhas promessas me impedem de morrer por vontade/iniciativa própria.
A última opção, o hiato: posso deixar minha vida correr, sem ser realmente uma vida. Nada acontece, porque eu não sou mais vítima, e muito menos sou aquele que faz acontecer.
É uma opção muito, muito perigosa, e realmente é uma perda de tempo. Mas, tempo é exatamente o que eu preciso fazer com que passe. Se eu não tenho o poder necessário pra resolver os problemas que me assolam (eu teria poder, se fossem meus problemas, diretamente, mas, não são meus, e eu tenho que respeitar as decisões de todos os envolvidos), certamente o tempo tem.
Resta saber se posso me manter firme nessa decisão.
Muito obrigado.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Só a título de recordação

Podem ignorar essa postagem, ela está sendo feita apenas para que eu possa remover esse fragmento do meu bloco de anotações e liberar espaço.

"Eu seria duas vezes o maior hipócrita do mundo se ficasse com vergonha dela; uma pelo meu discurso contra a vergonha, outra por ser atraído pelo exibicionismo."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Será?

Não há nada pior quando eu saio que chegar no fim da noite só com cheiro de cigarro

Este é um dia atípico. Estranho. Extremamente bizarro.
O modo como eu me senti, me comportei, agi, reagi... Ah, tão anormal! Diria até bipolar!
Acordei feliz, fiquei triste logo após, depois lembrei de algumas coisas... Lembrei da minha mulher, e me tornei o homem mais feliz do mundo, pelo simples fato de amar e ser amado! Ah, o amor é lindo.
Também ela estava com um humor atípico. Isso fez com que uma desarmonia se instalasse e causasse um profundo desgosto em minha pessoa. É, as coisas foram estranhas, e as conversas ruins se formavam repetidamente, sem motivo aparente.
Depois, alegria. Logo após, tristeza. Alegre outra vez! Ah, chegou a saudade, e com ela a tristeza... Uma verdadeira gangorra (não, nerds, não uma senoide :P).
Sei que cheguei em casa melancólico, com saudade, e, ainda assim, feliz. Sei também que as perspectivas são favoráveis, e isso deveria me alegrar.
Felicidade, alegria e amor... Tudo que um humano precisa, e o resto é só consequência.
Mas, novamente desanimado, canto junto com Duda Calvin:
Pra não dizer que não falei de flores
Como é tão fácil se entregar deixar a vida deprimir
Dinheiro, beleza, não compram uma paixão
Sofrer, deixar de lutar não cura a depressão
É, triste, mas persistente. E, se não for do jeito simples, vai ser do jeito persistente. O não ser tá fora de questão.
O amor é meu melhor amigo. A felicidade está sempre comigo. Só preciso correr atrás da alegria. Ah, essa me escapa por entre os dedos com facilidade incrível. Mas é só uma questão de tempo.
Espero que vocês amem, sejam felizes, e alegres também. O mundo precisa disso.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Adeus, mundo cruel

"Ramón não tem nome de herói americano. Tem orgulho de ser apenas um pobre mexicano" ♪
Obrigado, DDT punkrock, por essa música.

Venho pensando muito, até demais. Minha cabeça roda, zonza com tantos problemas, tantas pressões. E não adianta dizer "ah, eu te conheço, tua vida é uma maravilha, mas tu tá sempre reclamando", porque, dessa vez, não, ninguém sabe de todos os meus problemas, de todas as minhas pressões, de todos os impasses e encruzilhadas que a minha vida tem tomado.
Tenho percebido a crueldade no mundo, e em como os seres humanos estão longe de sua própria salvação. Tudo isso agora, que eu estava convencido de que a vida é maravilhosa.
É demais, e eu venho pensando em morte muito intensamente. Se não a minha, a de um ou outro ser. Isso me preocupa muito, uma vez que eu preciso seguir em frente, mesmo quando eu não quero, pois eu tenho promessas a cumprir, missões a realizar e pessoas a ajudar.
Meu remédio? Não sei, talvez uma nova vida, longe daqui, só eu e ela, e mais ninguém que nos conheça, nem ninguém que nos encontre. Meu remédio? Ah, o amor.
E que seja o que Deus quiser.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Talvez, um dia, eu discorra mais...

Sentimentos são racionais.
Raciocínios são sentimentais.
Não, não se separa os dois.

domingo, 13 de março de 2011

Resultados poéticos de uma noite de tensão extrema

Ela não sabia se ainda me amava.
Eu não sabia se ainda havia chão sob meus pés.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Da intolerância

Refletindo sobre toda a minha história, e sabendo o quão estranho eu sou, cheguei a um apontamento:
A sociedade perdoa qualquer fuga aos padrões. Se não perdoasse a maioria deles, ninguém se encaixaria, ninguém seria dito "normal", e todos se sentiriam "infelizes" vendo ruir a sua tão precisosa sociedade...
A sociedade perdoa qualquer fuga aos padrões, com excessão de uma.
A sociedade perdoa qualquer fuga aos padrões, exceto ao padrão do amor.
Amor.
Ninguém sabe explicar, definir com certeza, mas todos entendem e definem por um padrão de consenso.
E é consenso também que todos os seres diferem-se, tanto nos padrões físicos, como na forma de pensar e agir. E na forma de sentir.
É consenso que as pessoas podem sentir pesares diferentes por alguém que morreu. Uns, mais frios, outros, mais acalorados...
É consenso que as pessoas podem sentir desejo por pessoas diferentes, e mesmo por pessoas do mesmo sexo.
É consenso que as pessoas podem sentir a amizade e sua aproximação de formas diferentes. Uns, mais próximos, outros, mais distantes, mas não menos amigos que os primeiros....
Porém, ninguém pode diferir na forma de amar.
Quem ama diferente dos padrões é constante e instantaneamente julgado, e o julgamento é sempre tendente a "pessoa ruim, de mau caráter, que não merece ser respeitada".
Quem ama diferente dos padrões não tem direitos, é discriminado, e normalmente afastado forçadamente da sociedade.
Eu amo diferente.
Só voltei a fazer parte da sociedade porque não tenho aberto meu coração, deixado arejar, espalhado meu amor por aí.
E, mesmo nas nesgas, nas centelhas que eu exponho, do meu enorme amor pela Fran, e até do meu amor pelo mundo, sou julgado.
Cansei de me esconder, cansei de buscar aprovação de uma sociedade que só quer me desindividualizar, e cansei de me negar felicidade.
Apresentei minha defesa; agora, me ocupo em ser feliz.

Enquanto isso, na aula de português

Mais surreal que a paixão...
Só o Natal.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Torcida

Mesmo antes de nascer, muita gente já torcia por mim.
Meus pais, avós, tios, primos; Todos torciam pela minha chegada.
Torciam para que eu tivesse uma vida tranquila, para que eu lutasse, vencesse, conquistasse.
Torciam pela minha infância.
Torciam para que eu brincasse, aprendesse, amadurecesse.
Me ensinaram a torcer junto.
Torci por times, por brincadeiras, por brinquedos, por passeios.
Torci por carinho, torci por afeto.
E segui torcendo, agora pela escola:
Torcia por bons colegas, bons professores, boas tarefas.
Torcia para que a professora me deixasse calcular de cabeça, e para que não me fizessem ser igual a todo o mundo.
Mas muitos também torciam contra mim, torciam para que eu fosse sempre um produto midiático.
E eu só torcia para chegar em casa, ler e brincar.
Torcia para que o tempo acelerasse, para que eu tivesse mais idade, para que eu ganhasse mais liberdade.
Depois, torcia por bons feitos e reconhecimento, torcia por boas companhias, torcia para "achar meu canto".
Torci por espaço, torci contra o tempo, torci pelo amor e, confesso, já torci pela guerra.
Hoje, torço para que o amor continue forte, e não só na minha vida.
Torço pelas pessoas que não têm as boas condições que eu tenho. Torço por aquelas que não têm nenhuma.
Torço por bons resultados na escola e no estágio.
Torço por bons contatos, por crescimentos e aprendizados válidos.
Torço pela família despedaçada.
Torço, também, pela minha nova família.
Torço pela liberdade, e não minha, mas daquela a quem eu tanto amo.
Torço por mim, torço por nós, torço por ela.
Torço por ti, e por todo o mundo.
Porque, por mais impossível que seja conquistar tudo, sem torcida, só se conquista o nada.

(Texto feito para a disciplina de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, a pedido da profª Elíria Poersch, baseando-se no texto "Torcida" do Sr. Drummond de Andrade)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

E, subitamente, eis que meu cérebro se põe a funcionar!

Eureka!
Acabo de descobrir porque eu sou tão "chorão", tão vítima, tão "coitadinho"!
Não é nada louvável, eu sei. Sempre odiei ser assim, e sempre tentei não ser desse modo. Mas todas as minhas tentativas foram infrutíferas.

É algo que me remete à infância. Talvez até ao nascimento, mas eu não me lembro muito bem disso... É uma falta, uma necessidade que precisa ser suprida, e de algo tão simples, algo que todo e qualquer ser pode ceder e me ajudar:
É a falta de carinho.

Minha mãe não vai gostar de ler isso, mas eu nunca tive uma figura materna na minha vida. Agora, eu tenho, e além de ser minha "mãe", é minha namorada, minha mulher, minha diabinha, aquela que eu amo muito!

Minha mãe sempre reclamou que dava a vida pelos homens da família, que ela deixava de fazer as coisas dela pra fazer as nossas coisas; Mas, eu trocaria qualquer hora que ela perdeu fazendo alguma coisa por mim por um minuto de carinho, um abraço, um beijo na bochecha e um cafuné. *lágrimas jorrando*
Sempre, ela foi um grande exemplo pra mim. Não digo que sempre um bom exemplo, mas sempre um grande exemplo. Eu me espelhava nela pra definir todo o meu comportamento, e sempre observei ela se queixando o tempo todo. Funcionava, sempre, porque ela sempre ganhava a atenção que ela queria.
Mas, como uma criança, eu não preciso de atenção; Preciso de carinho! Mas, como não tinha conceitos diferentes das duas coisas, por mim, tava bom, confortável, daquela forma.
Isso se enraizou, e até hoje eu sou assim (tá, já sei, já falei isso xD), exagerando cada detalhe ruim, e fazendo questão de contar pra todo o mundo quando eu fico mal, pra ver se eu consigo ganhar um pouco de carinho acompanhado da compaixão de alguém.

AGORA CHEGA!

Não quero mais, e nunca quis realmente, ser assim! Agora que sei o motivo, corto o mal pela raiz, e só me aproveito do carinho que eu receber espontaneamente.
Não vou mais ficar como vítima, não vou mais ser um vampiro emocional, simplesmente vou viver, viver mais leve, viver melhor, e ser mais feliz com o carinho sincero, aquele que os outros realmente querem me dar.

Agradecido pela atenção,
O Piá