Não espere jamais
Que eu venha lhe falar
Que meu jardim está em prantos
Pelas flores que eu retirar.
Flores suas, flores minhas,
Naturais, e bem cuidadas.
Tão sóbrias, tão bonitinhas!
E muito bem perfumadas.
O perfume dessas flores me lembra muito o seu perfume.
Fico aqui, com as lembranças, observando um vaga-lume.
O vaga-lume fugiu,
Foi pra lá, partiu!
Partiram-se também as vidraças.
Dos tetos frágeis em que pedras eu atirei.
Já causei tantas desgraças,
E jamais me desculpei.
Desculpas são desculpas,
Mas só aceito as sinceras.
Não vou criar problemas
Se tu tanto te esmeras.
Sinceridade é uma arte,
Como cuidar de flores,
Como travar guerra contra Marte,
Como resolver os amores.
Artes vêm e vão.
Todo dia uma nova aparece.
Que mais criarão?
Alguma que me apetece?
Apetece-me saber
Que não preciso comer.
Como eu com os olhos como
Você, quando passa,
Exibindo essa sua beleza,
E toda a sua graça.
Sua graça, bela.
Sua beleza, graciosa.
E que pra sempre você guarde
O perfume dessa rosa.
O perfume dessa rosa,
Ou o meu perfume, tanto faz
Me importa que não me esqueça
Nunca, jamais!
Nunca, jamais,
Eu hei de partir,
Se comigo você
Não for prosseguir.
Seus olhos eu vejo,
Acordado, a sonhar.
Lembro daquele beijo
E me ponho a rezar.
Rezo por mim, rezo por ti.
Rezo por nós, desde que te vi.
Palavras não irão,
Nunca, faltar.
E pessoas cansarão
De me ver te amar.
Essa rima eu queria
Poder continuar,
Mas agora eu sinto:
Contigo eu devo estar.
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não sei o que comentar para um poema.
ResponderExcluirentao isso é um flashcomentário: curti.
"Curti" já é um comentário que me deixa muito feliz :D
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