segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pra não dizer que não falei de flores

Não espere jamais
Que eu venha lhe falar
Que meu jardim está em prantos
Pelas flores que eu retirar.

Flores suas, flores minhas,
Naturais, e bem cuidadas.
Tão sóbrias, tão bonitinhas!
E muito bem perfumadas.

O perfume dessas flores me lembra muito o seu perfume.
Fico aqui, com as lembranças, observando um vaga-lume.

O vaga-lume fugiu,
Foi pra lá, partiu!

Partiram-se também as vidraças.
Dos tetos frágeis em que pedras eu atirei.
Já causei tantas desgraças,
E jamais me desculpei.

Desculpas são desculpas,
Mas só aceito as sinceras.
Não vou criar problemas
Se tu tanto te esmeras.

Sinceridade é uma arte,
Como cuidar de flores,
Como travar guerra contra Marte,
Como resolver os amores.

Artes vêm e vão.
Todo dia uma nova aparece.
Que mais criarão?
Alguma que me apetece?

Apetece-me saber
Que não preciso comer.

Como eu com os olhos como
Você, quando passa,
Exibindo essa sua beleza,
E toda a sua graça.

Sua graça, bela.
Sua beleza, graciosa.
E que pra sempre você guarde
O perfume dessa rosa.

O perfume dessa rosa,
Ou o meu perfume, tanto faz
Me importa que não me esqueça
Nunca, jamais!

Nunca, jamais,
Eu hei de partir,
Se comigo você
Não for prosseguir.

Seus olhos eu vejo,
Acordado, a sonhar.
Lembro daquele beijo
E me ponho a rezar.

Rezo por mim, rezo por ti.
Rezo por nós, desde que te vi.

Palavras não irão,
Nunca, faltar.
E pessoas cansarão
De me ver te amar.
Essa rima eu queria
Poder continuar,
Mas agora eu sinto:
Contigo eu devo estar.

2 comentários:

  1. não sei o que comentar para um poema.
    entao isso é um flashcomentário: curti.

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  2. "Curti" já é um comentário que me deixa muito feliz :D

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