terça-feira, 20 de abril de 2010

Paz

Paciência.
A ciência da paz.
Muito parecida com o pacifismo.
É a capacidade de não-violência perante situações de desagrado, raiva, indignação.
Por ser uma capacidade, tem um limite.
Por ser de não-violência, esse limite não deveria ser testado.
E, ainda assim, as pessoas insistem em testar a própria paciência, e a paciência alheia.
Esses teste são, em suma, crueldades dos piores tipos imagináveis: morais, psicológicas.
Essas crueldades normalmente ferem o orgulho.
Orgulho.
Quando uma pessoa perde o orgulho, ela não tem mais nada a perder.
Perda.
Não tendo nada a perder, não há medo, consideração, ou qualquer sentimento que impeça essa pessoa de tomar qualquer atitude.
E essas atitudes, em sua maioria, têm objetivos desumanos.
Desumanidade.
A desumanidade pode ser considerada o contrário da paciência.
Enquanto a paciência lida com a não-violência, a desumanidade lida com a criação de violência.
Violência.
A violência fere, machuca, quebra, destrói.
Normalmente esses ferimentos, esses machucados, essa pilhéria toda, não têm cura.
Então, só resta a lástima.
Cura.
A única coisa que me resta, perante as lascas do meu orgulho jogadas no chão.
O único modo de me retirar essas lascas é realmente crer que eu tomaria uma atitude tal, uma que vá completamente contra os meus princípios e, mais que isso, minhas promessas.
Notem que eu não mencionei quando duvidam dos motivos para meus atos. Me sinto realmente mal apenas quando creem que eu faria algo totalmente contra a minha conduta.
E, em 5 minutos, me bombardearam o orgulho.
Várias lascas se espalharam pelo chão.
Algumas, de grande porte.
Me resta a cura, e o grande amor que sinto justo pelas pessoas que mais me feriram o orgulho.
Aliás, as únicas pessoas que me feriram o orgulho são as que amo.
Apenas porque eu dou essa permissão.
E eu não vou dar permissão para que todo o meu orgulho se quebre.
E vou continuar usando da não-violência.
Pois bem, que venha a cura, momentânea, provisória, ou eterna.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pra não dizer que não falei de flores

Não espere jamais
Que eu venha lhe falar
Que meu jardim está em prantos
Pelas flores que eu retirar.

Flores suas, flores minhas,
Naturais, e bem cuidadas.
Tão sóbrias, tão bonitinhas!
E muito bem perfumadas.

O perfume dessas flores me lembra muito o seu perfume.
Fico aqui, com as lembranças, observando um vaga-lume.

O vaga-lume fugiu,
Foi pra lá, partiu!

Partiram-se também as vidraças.
Dos tetos frágeis em que pedras eu atirei.
Já causei tantas desgraças,
E jamais me desculpei.

Desculpas são desculpas,
Mas só aceito as sinceras.
Não vou criar problemas
Se tu tanto te esmeras.

Sinceridade é uma arte,
Como cuidar de flores,
Como travar guerra contra Marte,
Como resolver os amores.

Artes vêm e vão.
Todo dia uma nova aparece.
Que mais criarão?
Alguma que me apetece?

Apetece-me saber
Que não preciso comer.

Como eu com os olhos como
Você, quando passa,
Exibindo essa sua beleza,
E toda a sua graça.

Sua graça, bela.
Sua beleza, graciosa.
E que pra sempre você guarde
O perfume dessa rosa.

O perfume dessa rosa,
Ou o meu perfume, tanto faz
Me importa que não me esqueça
Nunca, jamais!

Nunca, jamais,
Eu hei de partir,
Se comigo você
Não for prosseguir.

Seus olhos eu vejo,
Acordado, a sonhar.
Lembro daquele beijo
E me ponho a rezar.

Rezo por mim, rezo por ti.
Rezo por nós, desde que te vi.

Palavras não irão,
Nunca, faltar.
E pessoas cansarão
De me ver te amar.
Essa rima eu queria
Poder continuar,
Mas agora eu sinto:
Contigo eu devo estar.

Nova Iorque em chamas

Nova Iorque está em chamas
E ninguém vai acudir.
Niguém pode, ninguém deve:
Todos terão que partir.

A partida será breve
Mas será definitiva
Ninguém sabe se a cidade
Morrerá ou ficará viva

Se a cidade cair,
Muita coisa perder-se-á.
Coisa nova, coisa velha
Por ali, e acolá.

Coisas úteis e importantes,
Lugares e memórias.
Os postes, muros e hidrantes,
Escondem sempre uma história.

Se a cidade resistir,
Em júbilo todos ficarão.
Os partidos retornarão,
E meu caminho hei de seguir.

Realizing

Sometimes I realize
That I'm realized
And if I told my friends
They will be surprised

With the things that I've done
The things I have said
Some kind of good tone
That sometimes goes sad
It is bad to the bone,
Freaky, mad!
It makes me alone
When I am not there.

Uma pequena reflexão de uma consciência pesada

Uma coisa boa que acontece na hora errada se torna uma coisa ruim. Uma coisa ruim, na mão de um empreendedor, se torna uma ferramenta para fazer outra(s) coisa(s) boa(s) dar(em) certo. Então, uma coisa boa que acontece na hora errada pode ser uma ferramenta para que outras coisas boas funcionem bem.
Creio que hei de me tornar um grande empreendedor, senão, a coisa muito boa na hora muito errada não vai servir pra nada além de me fazer perder horas pensando inutilmente.

domingo, 18 de abril de 2010

Uma pequena e profunda filosofada

Minha cabeça está quase explodindo. São muitas coisas profundas, muita informação relevante, muitos fatos novos, muitos prazos inalcançáveis, tudo de uma vez só. No meio de tudo isso, com certeza minha cabeça cria umas conexões até então não percebidas. Eu não consigo traduzir tudo em palavras, mas, num momento de inspiração, eu escrevi uma dessas linhas de raciocínio, conversando com o Vini Bernardes:

Vini Bernardes:
*Eu e a Carol concluímos esses dias que as crenças podem não ser verdadeiras, mas servem pra por o mundo em ordem. :P
[Trô] Rafael "Thequila" Lawisch:
*sim, se não existisse crença, não existiria motivação, e tudo ficaria parado; sem movimento, sem novidade; sem novidade, sem informação; sem informação, sem avanço; sem avanço, sem ordem.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Viagens

Quero ir pra longe, quero ir pra perto.
Quero morrer de frio no gelo.
Quero cair, sedento, no deserto.
Na Sibéria, montar mamutes em pêlo.
No Tibet, descobrir o que é certo.
No Saara, andar em um camelo.
Em Atlântida, respirar sob a água.
Na Bahia, sentar, descansar.
Plantar arroz na Nicarágua.
No Taiti, viver numa casa no mar.
Muambar no Paraguai.
Tentar a sorte nos Estados Unidos.
Matear no Uruguai.
Na África, ajudar os falidos.
Aqui, cantar "Eu sou do Sul".
Ali, velejar no mar azul.
Ganhar do trovador, no tento
Conhecer cada capital.
Declarar meu amor, ao vento.
E encontrar a Fronteira Final.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Hoje eu chorei

Uma única lágrima eu derramei.
E agora eu já sei:
Minha missão eu farei.

Não vou mais chorar,
Muito menos me humilhar,
Por coisas que hão de se apagar
Quando tudo eu curar.

Estou aqui para o bem,
Não importa a quem.
Liberdade os anjos têm
E eu sou um anjo também.

Rafael é meu nome.
Só ele já cura a fome,
Se está com sede, tome.
Se está com fome, come.

Eu faço acontecer.
Doa a quem doer,
A justiça e a cura vão ter.
E eu vou fazer.
Eu vou usar o meu poder.

Devaneios de uma mente apaixonada

Vivo em um mundo "incerto e 'inerrado'"
Pela frente vêm coisas que eu não vejo

De costas, de frente, de lado
No buraco da agulha, na ponta do percevejo

Estou preso, estou trancado
Só tenho certeza do meu desejo

Estou vendido, arrebatado
Só me lembro do teu beijo





Não sei o que fazer, não sei o que pensar
vou me derreter, vou me congelar
vou correr, vou parar
vou obter, e vou largar
vou perder, e vou ganhar
vou te ver, e vou tentar
outra vez te ter, outra vez te amar


Ao som de:
Rainbow - Death Alley Driver
My Chemical Romance - I Don't Love You
Panic! at the Disco - New Perspective

sábado, 3 de abril de 2010

As grandes festas populares

A Páscoa está aí. Novamente. E, mais do que nunca, está passando em branco.
Nunca em minha vida eu imaginava que as grandes festas populares, como Natal, as festas juninas e até a Páscoa iriam estar tão ausentes na vida das pessoas. Claro, o carnaval não morre, mas é óbvio que o povo não deixaria uma desculpa tão boa pra beber, fazer merda e receber o perdão morrer assim, fácil.
Anyway, não se ouviu falar de Páscoa (e menos ainda de seu significado) esse ano, bem como não se ouviu falar de São João e pouco se ouviu falar do Natal no ano passado. Na minha opinião, festas que podem ser excelentes, festas que marcaram mais de uma vez a minha vida, mesmo a minha infância, e que não devem cair no esquecimento "em prol da evolução".
Perdoem-me a expressão, mas "evolução é o caralho, meu nome é Zé Pequeno!", porque, como dizia a letra dos Titãs (presente no álbum mais bizarro deles, o Titanomaquia - obrigado, mr. Vini Bernardes, por ter me passado essa pérola da música brasileira): "Diversão é a solução, sim! Diversão é a solução pra mim!".

(texto tosquinho, mal escrito por culpa da dor de cabeça, mas atualizei o blog xD)