terça-feira, 12 de outubro de 2010

Das mentiras

Uma amiga minha, Thamires, disse que precisava de textos de grandes autores pra um trabalho de português. Segundo ela, sou um grande autor (o.O), e ela queria que eu escrevesse um texto digno de ir pro trabalho. Cá está!

Escrevo-vos para avisar que o mundo como conheceis, há muito já não habito. Esse mundo tão irreal, tão ilusório, tão intangível, é palco de muitas mentiras, e estas dão razão a tamanha dor e sofrimento, que preferi afastar-me.
Afastei-me, sim. Afastei-me e criei a minha própria mentira, a minha própria ilusão. Construí minha própria história, a partir de minhas próprias estórias, para viver confortavelmente, de modo macio, sem sofrimento.
Assim sendo, enterrei preceitos e preconceitos, descobri falsas verdades e verdadeiras falsidades, para poder descobrir as reais verdades e as verdadeiras realidades. Descobri que não devo julgar, mas que não posso esperar não ser constantemente julgado por todos, apontando-me cruelmente o dedo à cara, dizendo-me "estás errado". Aliás, muito melhor seria, se fossem educados a esse ponto, mas, não, agem de modo a me fazer cair, a tentar provar a impossibilidade do possível, e esquecem-se de sua felicidade ao tentar sabotar a alheia.
Descobri que informações são preciosas, e que devem ser guardadas a sete chaves, sendo reveladas àqueles que obtiveram o merecimento. Descobri que os rancores mais bobos são aqueles que mais se afincam na memória do ser humano, porque caminhar por grandes pedras não fere os pés, enquanto caminhar em pedras pequenas causa dores lancinantes.
Descobri que viver a minha mentira é não apegar-me às alheias, e deixar que eles escolham que caminho suas mentiras devem tomar. Vivo a minha mentira, feliz, sem esperar que um dia eu descubra a verdade; Porque se a verdade for-me revelada, minha mentira ruirá.

domingo, 12 de setembro de 2010

Antes que eu decida...

Penso em vós;
Choro por nós.
Amém

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pra ser sincero

Peço desculpas por ser ainda imperfeito; por ter um coração que precisa amar e ser amado; pelos meus amores por alguém magoar alguns outros, e vice-versa.
Enfim, desculpem-me.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Uma excelente terça-feira!

Um pequeno violão. Um bom café. Um bom bom-dia. Uma boa prova. Uma breve diversão. Um baita amigo. Outra boa prova. Uma útil academia. Uma boa manhã. Um corrido almoço. Um ótimo trabalho. Um bom fim de recreio. Um bom abraço. Um pacato fim de expediente. Um bom momento. Uma boa mordida. Uma forte nostalgia. Uma estranha volta pra casa. Uma corrida subida de lomba. Uma grande dor nas pernas. Um gigante cansaço. Um grande calor. Um útil ventilador. Um momento sozinho. Um merecido descanso. Um bom banho gelado. Uma música marcante. Um shot de tequila. Uma breve filosofada. Uma boa conclusão. Um pequeno texto.

Esta não é a música marcante, mas, sim, a boa conclusão:
"Não vou lutar contra o que eu sinto! Vou me entregar como um soldado cansado e faminto." ♪ (Titãs - Não Vou Lutar ♫)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

So I felt like the biggest asshole! ♫

When I killed your Rock N' Roll! ♪ (System Of A Down)

Porque eu estou me sentindo um merda, e, mais que isso, estou me sentindo um merda feliz (???). É preciso dar vazão aos sentimentos! ♫ (Bidê Ou Balde), e é algo que eu estou fazendo com maestria nesses dois últimos dias...
Tá tudo tão Upside Down ♪ (Jack Johnson), and I don't want these feelings to go away ♫ (ainda Jack Johnson)... Eu estou de cabeça pra baixo, mesmo, e they don't really care about us ♪ (Michael Jackson). Ninguém percebeu. De verdade, ninguém percebeu.
Só sei que eu tenho, talvez, machucado algumas pessoas que me são próximas (e eu acho até um pouco bom que eu esteja machucando, pois, do contrário, elas não se importariam de verdade comigo), mas, nobody moves, nobody get hurt! ♫ (Titãs) Não importunem, deixem-me experimentar todas essas coisas novas! Com o tempo, eu assimilo à antiga vida, e concilio sem problemas.
Só sei de mais uma coisa: let's go to the park! I wanna kiss you underneath the stars! Maybe we'll go too far... We just don't care. ♪ (John Legend)





[Sim, esse texto ficou uma bosta, sem falar na confusão, mas, fica aqui o desabafo, porque eu só precisava explicitar (pra qualquer um que queira saber) que eu estou contrariando alguns dos meus valores, e não me sinto mal por isso. Pelo contrário, estou feliz, e aprendendo mais.]


EDIT: Desconsiderem esse texto. Não consegui passar o que gostaria de ter passado, nem transcrever meus sentimentos, logo, não serve como bom material literário, mas, deixo aqui, se alguém quiser ler. Mais do que isso: não consegui explicitar aquilo que queria, e creio que continuarei não conseguindo explicitar o que eu preciso àqueles que preciso...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um dia como nenhum outro

Quase reescrevi a bíblia, aqui, hoje. Dois textos enormes necessitam, por fôlego criativo e por cansaço daqueles que talvez leiam e interessem-se, ser seguidos por um micro-texto/período/versinho, ou uma crônica curta.
Então, mãos à obra!

Hoje foi um dia um tanto quanto estranho... Me senti estranho, diferente, nada habitual. Independente de pessoas, mas completamente dependente de vícios. E, o mais peculiar: conheci gente mais louca que eu. Sim! E, mais de uma pessoa, e do sexo feminino!
Divertido, vi pontos de vista novos sem elas nem ao menos terem uma conversa racional comigo. Descobri novos mundos, sem que elas fizessem questão de me mostra-los. Troquei ideias fantásticas entre os sóbrios, o sonhador (Mr. Arrisenyplacer), e as loucas, e aprendi mais um pouco. Aprendi de tudo um pouco (inclusive como me proteger de cleptomaníacas que agem em bando *risos*). Desmistifiquei, também, tabus extremamente incoerentes ao ver sua postura, sua desenvoltura, e o modo com o qual se portam.
Disso tudo, me resta a vontade de estar um tempo a mais com elas, pra continuar redescobrindo o mundo, e a dúvida seguinte: será que eu causo esse mesmo redescobrimento em alguém, ainda que em proporções menores? Será que eu renovo sonhos, demostro pontos de vista interessantes por sua novidade?
Bom, a dúvida vai restar, e a curiosidade é um veneno do qual não provo. Por isso, vou dormir, agora, com a consciência tranquila, uma vez que não tentarei descobrir a resposta.

Ensaio sobre a humanidade

Porque, pelo meu ponto de vista, os humanos agem sempre impulsionados por orgulho, é que vos escrevo estas linhas.
Sim, meu caro leitor: por orgulho. Horas e horas de filosófica abstração foram necessárias até que se chegasse a esse insight.
Leia o que escreverei daqui por diante, releia quantas vezes forem precisas, repense de todos os modos que julgar possíveis, e, quem sabe, entenda o funcionamento do mundo um pouco mais claramente.
O orgulho nada mais é do que o instinto mais básico de qualquer animal: o de autopreservação. Mais básico até do que o instinto de preservação da espécie, tanto para os humanos quanto para os outros animais. É útil, necessário, indispensável, mas só é benéfico quando bem utilizado.
Tudo o que alguém faz, é motivado por orgulho, se pararmos para pensar. Mesmo quando alguém se doa pros outros, faz isso por orgulho. "Ah, eu me doo porque eu gosto de ajudar a todos. É uma sensação maravilhosa". Orgulho. Se não se sentisse maravilhosamente bem, não iria fazer o que é bom para todos. Orgulho!
Das atitudes orgulhosas, o suicídio é a maior, e mais significativa. Tira-se a própria vida por simples autopreservação. Contraditório, mas funcional. "Ele se matou porque não aguentava mais a situação em que vivia". O mais puro e refinado orgulho!
Mas, o orgulho é arguto, sutil, e maldoso, principalmente em seu excesso. Dificilmente percebemos quando o orgulho está interferindo no livre arbítrio, e agindo como regulador de ações. O orgulho mascara-se. Pensamos que é medo, que é vergonha, que é receio, ou qualquer coisa do gênero. Não, não! É o orgulho assumindo uma forma distorcida para, mais uma vez, enganar a observação.
E, em seu excesso, toma ações como proibições ("eu não vou tentar porque tenho medo de que dê errado". Medo, só o de ferir o orgulho próprio!), egoísmos, falsidades e, pasmem, fatalidades. Além de tudo, o orgulho cria sintomas psicossomáticos, como tensão e fadiga muscular, enxaquecas fortes, bruxismos, sonolência e cansaço excessivos, distúrbios de apetite, entre outros, e pode evoluir para sintomas graves, como o câncer (sim, o câncer é um sintoma físico de um doente mental/emocional, não uma doença propriamente dita).
Então, controle seu orgulho da forma mais simples: esqueça que ele existe, viva como quiser viver, tome as decisões livre de medos, vergonhas, receios e inseguranças, e sinta que a felicidade flui mais fácil quando não é afogada por um mar de orgulho (porque o orgulho afoga a felicidade, mas não afoga a mágoa. Pelo contrário, só cria mais mágoa!).

Se entendeu, comente o seu ponto de vista, me deixe saber o que pensas a respeito, seja a favor, seja contra.
Se não entendeu, pense, pergunte, descubra, veja. Outros pontos de vista surgem, e são sempre úteis em opiniões e críticas construtivas.

Das cores

Tocando o blog pra frente, porque, por mais incrível que pareça, eu descobri que tem quem sinta falta de ler meus textos, logo quem eu não esperava que lesse... (sim, cara, eu sei que tu lê isso aqui *risos*)
Nesse meio-tempo, aconteceu tanta coisa, que até mudei meu estado civil! Agora, tenho felicidade suficiente para esbanjar nos textos. Assim como, quando eu fico profundamente triste, esbanjo a profundidade com textos profundos e reflexivos.
Bom, vamos lá.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o azul. Cor profunda, cor pensativa, me faz admirar, e alguns tons me fazem refletir sobre a grandeza de tudo, e a pequeneza dos "grandes seres humanos".

De todas as cores, a que eu mais gosto é o amarelo. Cor alegre, animada, realça a alegria e a beleza de tudo o que é simples.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o verde. Cor viva, me faz sentir novo, sonhador, capaz de tudo, aspiro tudo, almejo tudo quando o verde predomina.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o vermelho. Cor enérgica, impulsiva. Dá o ânimo para começar coisas novas.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o rosa. Cor bonita, calma, ingênua. Às vezes, desmistifica o complicado, e leva tudo de volta às origens.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o cinza. Cor reveladora, demonstra a natureza das pessoas. É a vazão da tristeza, e povoa a mente de pensamentos aterradores, para que eles se vão, e não mais tornem a assolar.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o roxo. Cor bonita, elegante, misteriosa. Quem sabe o que se esconde entre seus tons?

De todas as cores, a que eu mais gosto é o laranja. Cor bizarra, aflora meus pensamentos mais loucos, minhas vontades mais estranhas, e me deixa tolerante a qualquer ideia que normalmente me incomodaria.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o marrom. Cor forte, imponente, e me inspira neutralidade. Me restaura o equilíbrio mental, e me deixa reflexivo.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o preto. Cor poderosa. Para alguns, é a própria ausência de cor. Creio que seja uma cor básica, uma cor presente em tudo, e necessária para qualquer outra cor.

De todas as cores, a que eu mais gosto é o branco. Cor magnífica, sublime, de beleza ímpar. Não importa para onde se olhe, sempre é possível ver o branco. Tão básica como o preto, forma tudo o que existe.

Gosto também da transparência. Por vezes, distorce. Distorções podem ser divertidas, se bem utilizadas.

Enfim, gosto de cores. Gosto das cores. Como são, e como estão colocadas. Gosto da psicodelia da mistura. Gosto da simplicidade do tom único. Gosto da neutralidade. Gosto da parcialidade imposta pelos tons. Gosto dos efeitos de cada cor. Gosto de quem sabe usar os efeitos de cada cor. Eu simplesmente gosto.
:)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Por que os homens têm pelos e as mulheres se depilam?

Quite simple.
Homem é um bicho triste: arrisca muito por pouca coisa, porque sabe que as chances de dar certo são gigantes comparadas às chances de dar errado. Mas, quando sabe exatamente o que vai acontecer, e sabe que o meio causa dor por um fim qualquer, mesmo que um excelente fim, o cérebro masculino (dominante no homem, mas não age unicamente) não permite que a dor seja inflingida.
Mulher, por sua vez, é um bicho mais triste ainda: tem um medo crônico de arriscar, mesmo que a chance de dar errado seja minúscula e a recompensa seja benéfica por demais. Porém, sabendo exatamente o que vai ocorrer, não se importa com quanta dor vai ser causada, quanto esforço vai ser dispensado, em um meio qualquer, por um fim que às vezes não vale tanta dor e tanto esforço. É o cérebro feminino (predominante na mulher, mas também não age unicamente) entrando em ação.
Isso explica também o fato de mulheres se darem muito melhor com agendas que homens (o que explica a existência de muitas secretárias, e não muitos secretários), e explica por que o homem corre atrás, e a mulher espera ele correr.
Então, deixemos de lado os defeitos dos lados masculino e feminino do cérebro, características presentes em todos, ainda que predominantes em alguns, e trabalhemos apenas os pontos positivos de cada lado, visando sempre a melhoria.


Ééé, o piá começou a pensar outra vez, depois de tanto tempo agindo impensadamente (pera aí! agindo? pfff, parado, sem pensar nem agir!)... Esse texto foi pensado, repensado e pensado novamente, mas, ainda assim, está perfeitamente lógico e terrivelmente confuso na organização de ideias... Como eu disse, perfeitamente lógico, então, se virem! Leiam cada sentença quantas vezes forem necessárias para que sejam elas compreendidas!
E esse texto pode ser considerado uma indireta bem direta à moça que me instigou a pensar nesse assunto. Preciso conversar com ela justo sobre essa parte de riscos e fins justificando meios. E, não, ninguém havia pensado que uma simples frase como "tu tinha que depilar as pernas" ia virar filosofia antropológica desse jeito.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Paz

Paciência.
A ciência da paz.
Muito parecida com o pacifismo.
É a capacidade de não-violência perante situações de desagrado, raiva, indignação.
Por ser uma capacidade, tem um limite.
Por ser de não-violência, esse limite não deveria ser testado.
E, ainda assim, as pessoas insistem em testar a própria paciência, e a paciência alheia.
Esses teste são, em suma, crueldades dos piores tipos imagináveis: morais, psicológicas.
Essas crueldades normalmente ferem o orgulho.
Orgulho.
Quando uma pessoa perde o orgulho, ela não tem mais nada a perder.
Perda.
Não tendo nada a perder, não há medo, consideração, ou qualquer sentimento que impeça essa pessoa de tomar qualquer atitude.
E essas atitudes, em sua maioria, têm objetivos desumanos.
Desumanidade.
A desumanidade pode ser considerada o contrário da paciência.
Enquanto a paciência lida com a não-violência, a desumanidade lida com a criação de violência.
Violência.
A violência fere, machuca, quebra, destrói.
Normalmente esses ferimentos, esses machucados, essa pilhéria toda, não têm cura.
Então, só resta a lástima.
Cura.
A única coisa que me resta, perante as lascas do meu orgulho jogadas no chão.
O único modo de me retirar essas lascas é realmente crer que eu tomaria uma atitude tal, uma que vá completamente contra os meus princípios e, mais que isso, minhas promessas.
Notem que eu não mencionei quando duvidam dos motivos para meus atos. Me sinto realmente mal apenas quando creem que eu faria algo totalmente contra a minha conduta.
E, em 5 minutos, me bombardearam o orgulho.
Várias lascas se espalharam pelo chão.
Algumas, de grande porte.
Me resta a cura, e o grande amor que sinto justo pelas pessoas que mais me feriram o orgulho.
Aliás, as únicas pessoas que me feriram o orgulho são as que amo.
Apenas porque eu dou essa permissão.
E eu não vou dar permissão para que todo o meu orgulho se quebre.
E vou continuar usando da não-violência.
Pois bem, que venha a cura, momentânea, provisória, ou eterna.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pra não dizer que não falei de flores

Não espere jamais
Que eu venha lhe falar
Que meu jardim está em prantos
Pelas flores que eu retirar.

Flores suas, flores minhas,
Naturais, e bem cuidadas.
Tão sóbrias, tão bonitinhas!
E muito bem perfumadas.

O perfume dessas flores me lembra muito o seu perfume.
Fico aqui, com as lembranças, observando um vaga-lume.

O vaga-lume fugiu,
Foi pra lá, partiu!

Partiram-se também as vidraças.
Dos tetos frágeis em que pedras eu atirei.
Já causei tantas desgraças,
E jamais me desculpei.

Desculpas são desculpas,
Mas só aceito as sinceras.
Não vou criar problemas
Se tu tanto te esmeras.

Sinceridade é uma arte,
Como cuidar de flores,
Como travar guerra contra Marte,
Como resolver os amores.

Artes vêm e vão.
Todo dia uma nova aparece.
Que mais criarão?
Alguma que me apetece?

Apetece-me saber
Que não preciso comer.

Como eu com os olhos como
Você, quando passa,
Exibindo essa sua beleza,
E toda a sua graça.

Sua graça, bela.
Sua beleza, graciosa.
E que pra sempre você guarde
O perfume dessa rosa.

O perfume dessa rosa,
Ou o meu perfume, tanto faz
Me importa que não me esqueça
Nunca, jamais!

Nunca, jamais,
Eu hei de partir,
Se comigo você
Não for prosseguir.

Seus olhos eu vejo,
Acordado, a sonhar.
Lembro daquele beijo
E me ponho a rezar.

Rezo por mim, rezo por ti.
Rezo por nós, desde que te vi.

Palavras não irão,
Nunca, faltar.
E pessoas cansarão
De me ver te amar.
Essa rima eu queria
Poder continuar,
Mas agora eu sinto:
Contigo eu devo estar.

Nova Iorque em chamas

Nova Iorque está em chamas
E ninguém vai acudir.
Niguém pode, ninguém deve:
Todos terão que partir.

A partida será breve
Mas será definitiva
Ninguém sabe se a cidade
Morrerá ou ficará viva

Se a cidade cair,
Muita coisa perder-se-á.
Coisa nova, coisa velha
Por ali, e acolá.

Coisas úteis e importantes,
Lugares e memórias.
Os postes, muros e hidrantes,
Escondem sempre uma história.

Se a cidade resistir,
Em júbilo todos ficarão.
Os partidos retornarão,
E meu caminho hei de seguir.

Realizing

Sometimes I realize
That I'm realized
And if I told my friends
They will be surprised

With the things that I've done
The things I have said
Some kind of good tone
That sometimes goes sad
It is bad to the bone,
Freaky, mad!
It makes me alone
When I am not there.

Uma pequena reflexão de uma consciência pesada

Uma coisa boa que acontece na hora errada se torna uma coisa ruim. Uma coisa ruim, na mão de um empreendedor, se torna uma ferramenta para fazer outra(s) coisa(s) boa(s) dar(em) certo. Então, uma coisa boa que acontece na hora errada pode ser uma ferramenta para que outras coisas boas funcionem bem.
Creio que hei de me tornar um grande empreendedor, senão, a coisa muito boa na hora muito errada não vai servir pra nada além de me fazer perder horas pensando inutilmente.

domingo, 18 de abril de 2010

Uma pequena e profunda filosofada

Minha cabeça está quase explodindo. São muitas coisas profundas, muita informação relevante, muitos fatos novos, muitos prazos inalcançáveis, tudo de uma vez só. No meio de tudo isso, com certeza minha cabeça cria umas conexões até então não percebidas. Eu não consigo traduzir tudo em palavras, mas, num momento de inspiração, eu escrevi uma dessas linhas de raciocínio, conversando com o Vini Bernardes:

Vini Bernardes:
*Eu e a Carol concluímos esses dias que as crenças podem não ser verdadeiras, mas servem pra por o mundo em ordem. :P
[Trô] Rafael "Thequila" Lawisch:
*sim, se não existisse crença, não existiria motivação, e tudo ficaria parado; sem movimento, sem novidade; sem novidade, sem informação; sem informação, sem avanço; sem avanço, sem ordem.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Viagens

Quero ir pra longe, quero ir pra perto.
Quero morrer de frio no gelo.
Quero cair, sedento, no deserto.
Na Sibéria, montar mamutes em pêlo.
No Tibet, descobrir o que é certo.
No Saara, andar em um camelo.
Em Atlântida, respirar sob a água.
Na Bahia, sentar, descansar.
Plantar arroz na Nicarágua.
No Taiti, viver numa casa no mar.
Muambar no Paraguai.
Tentar a sorte nos Estados Unidos.
Matear no Uruguai.
Na África, ajudar os falidos.
Aqui, cantar "Eu sou do Sul".
Ali, velejar no mar azul.
Ganhar do trovador, no tento
Conhecer cada capital.
Declarar meu amor, ao vento.
E encontrar a Fronteira Final.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Hoje eu chorei

Uma única lágrima eu derramei.
E agora eu já sei:
Minha missão eu farei.

Não vou mais chorar,
Muito menos me humilhar,
Por coisas que hão de se apagar
Quando tudo eu curar.

Estou aqui para o bem,
Não importa a quem.
Liberdade os anjos têm
E eu sou um anjo também.

Rafael é meu nome.
Só ele já cura a fome,
Se está com sede, tome.
Se está com fome, come.

Eu faço acontecer.
Doa a quem doer,
A justiça e a cura vão ter.
E eu vou fazer.
Eu vou usar o meu poder.

Devaneios de uma mente apaixonada

Vivo em um mundo "incerto e 'inerrado'"
Pela frente vêm coisas que eu não vejo

De costas, de frente, de lado
No buraco da agulha, na ponta do percevejo

Estou preso, estou trancado
Só tenho certeza do meu desejo

Estou vendido, arrebatado
Só me lembro do teu beijo





Não sei o que fazer, não sei o que pensar
vou me derreter, vou me congelar
vou correr, vou parar
vou obter, e vou largar
vou perder, e vou ganhar
vou te ver, e vou tentar
outra vez te ter, outra vez te amar


Ao som de:
Rainbow - Death Alley Driver
My Chemical Romance - I Don't Love You
Panic! at the Disco - New Perspective

sábado, 3 de abril de 2010

As grandes festas populares

A Páscoa está aí. Novamente. E, mais do que nunca, está passando em branco.
Nunca em minha vida eu imaginava que as grandes festas populares, como Natal, as festas juninas e até a Páscoa iriam estar tão ausentes na vida das pessoas. Claro, o carnaval não morre, mas é óbvio que o povo não deixaria uma desculpa tão boa pra beber, fazer merda e receber o perdão morrer assim, fácil.
Anyway, não se ouviu falar de Páscoa (e menos ainda de seu significado) esse ano, bem como não se ouviu falar de São João e pouco se ouviu falar do Natal no ano passado. Na minha opinião, festas que podem ser excelentes, festas que marcaram mais de uma vez a minha vida, mesmo a minha infância, e que não devem cair no esquecimento "em prol da evolução".
Perdoem-me a expressão, mas "evolução é o caralho, meu nome é Zé Pequeno!", porque, como dizia a letra dos Titãs (presente no álbum mais bizarro deles, o Titanomaquia - obrigado, mr. Vini Bernardes, por ter me passado essa pérola da música brasileira): "Diversão é a solução, sim! Diversão é a solução pra mim!".

(texto tosquinho, mal escrito por culpa da dor de cabeça, mas atualizei o blog xD)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pessoas que conheço (ou penso conhecer)

A cada dia que se passa, eu percebo como é bom conhecer muita gente, formar contatos, até. Mas isso só dá certo se tu for que nem eu: o piá que tá sempre de bem com todos, e, quando não tá, faz tudo se resolver num instante.
Bem, eu conheço tanta gente, que comecei a parar e pensar sobre possíveis perfis de pessoas que eu conheço. Conheço garotas como aquelas patricinhas de comédias adolescentes, conheço jockers, nerds, geeks, interioranos, burros, Joselitos, boçais, desligados, pervertidos, mau-caráteres, "gordo que faz gordice", anoréxica, punk, emo, gótica sanguinária, hip hopper, gangster, gostosa, "trabuco", de tudo um pouco.
Depois, percebi que conheço gente que não se encaixa em nenhum estereótipo, e não fazem esforço algum para serem "anti-estereótipos". São pessoas que eu prezo muito, até invejo, eu diria, pelo simples fato de que elas não perdem tempo ocupando a cabeça com a maneira como devem ser. Elas usam esse tempo para simplismente ser, fazer e acontecer. Do seu modo, sem preocupações. E dá certo.
A essas pessoas, meus sinceros parabéns, e minha grande estima. Estão em alta conta no meu conceito de ser humano.

In the middle of summer...

Ao som de Panic! at the Disco, passei meu dia parco, de muita meditação sobre a BOSTA que está a minha vida. Não digo a vida toda, amo meus amigos e (principalmente) amigas, vida familiar excelente, escolar também, social tá boa... o que fode tudo é a vida amorosa.
Muitos "por quê..?" passaram por meus pensamentos, e o que mais me assola é: "por que diabos, comigo amando tantas gurias, eu não consigo ser correspondido?"
Eu continuo sendo o piá que não se importa, que sabe muito bem que vai melhorar, mas eu não estou à vontade só esperando... Agora, o jeito é correr atrás de alguém, fazer o possível e o impossível, porque eu não aguento essa agonia da espera, e de ser tratado com pena. Claro, gosto muito do fato de as pessoas se preocuparem comigo, ou, ao menos, se preocuparem em não ferirem meus sentimentos, mas, se não me quer, não me ignore, nem chame pra conversar coisas banais ou o que quer que for: diga logo que não me quer, ao invés de me deixar agoniado, esperando com esperanças* ilusórias.

Sim, isso serve como indireta, e sim, eu peço desculpas por tomar o tempo de vocês com um texto tão idiota. Serviu como desabafo, por mais que eu não me sinta nem um pouco melhor tendo exposto esse pensamento.

*esperando com esperanças: trocadilho risível, mas verdadeiro. Atire a primeira pedra quem antes havia percebido que aquele que espera é o esperançoso, e vice-versa...