terça-feira, 13 de outubro de 2009

Classe

Eu não tenho classe. Na verdade, eu não valho nem um centavo furado, mas a questão não é valor. Eu não tenho classe.
Afinal, o que eu tenho de grego antigo? Só o desejo de aprender a língua grega, mais que isso, não.
Eu gostaria de ter classe, mas Martinho Lutero fudeu com minhas esperanças. Isso vai ser assunto de outro texto, não vou falar disos agora.
O clássico é o que retoma a cultura, o modo de ser da Grécia antiga, na época das pólis. Usamos o termo clássico erroneamente (notem que o sujeito é "nós", porque eu me incluo), e esquecemos/desconhecemos o real significado.
Portanto, o típico clássico é alguém que tenta resolver tudo na racionalidade, embora com motivos incompreensíveis, que está sempre preparado para o que vier, que tem o físico invejável, que não tem pudor, anda nu ou, no máximo, com um pano para proteger as partes mais sensíveis, que tem bom senso e preza pelo bem da comunidade, e que é um exímio estrategista e incansável trabalhador. A maioria dos homens clássicos típicos são homossexuais, e as mulheres, bissexuais, e ninguém tem problema algum com isso.
Era uma sociedade deveras estranha, mas ainda melhor para se viver do que a que estamos dando continuidade.
E você, tam classe?

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